sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tempos Vazios


Desligo o celular.
Desconecto o telefone fixo.
Não abro os e-mails.
Não ligo a TV.
Emudeço o rádio.
Fecho os livros.
Não abro a porta.
Mergulho em mim a procura do que restou em meus kosovos.
Aqui e acolá, cicatrizes meretrizes que perambulam minhas emoções.
Choro lá dentro porque aqui fora não tem quem as enxuguem.
Grito bem forte porque aqui foram não temos ouvidos para
estes jurássicos decibéis.
Debilitado volto a realidade e entro na dança dos hipócritas
e travisto-me num deles.
Liberto as comunicações selos senões da minha chegada aos quandos.


Francisco Veloso

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